segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Escrevo e penso o que vivo.
Eu não gosto de colocar o pé no chão quando saio do banho, só piso no tapete. Gosto de me encher de cremes. Não gosto de pentear o cabelo. Detesto tragar cigarro apagado. Adoro rir pra mim em frente ao espelho. Não bebo água em copo molhado. Acordo mau humorada. Fujo do sono igual criança quando preciso dormir. Gosto de praia. Detesto sentir calor. Só durmo com edredon. Cansei de saltos. Sorrisos falsos me incomodam. Só uso tênis na academia. Só uso chinelo em casa ou na praia. Odeio andar na rua sem óculos escuros. Adoro pimenta. Faço silêncio quando estou triste. Não falo quando não conheço. Tenho tesão por pinças. Coloco os talheres ao lado direito do prato. Só como macarrão com queijo ralado. Pergunto quando não entendo. Ando pelas ruas somando todos os números que vejo e conto os degraus quando subo as escadas. Presto atenção em todas as propagandas que vejo. Odeio pelos. Já enjoei de algumas pessoas. Adoro decorar a casa. Sou contra cabelos alisados. Parei de ir na Casa da Matriz já faz um tempinho. Sou alucinada pelos Simpsons. Deixo a TV ligada pra dormir. Só uso esmaltes brancos e vermelhos. Dou gargalhadas sozinha na rua. Como mingau com canela. Pego taxi de qualquer lado da rua. Digito com dois dedos.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Mantendo a dignidade!
As pessoas ganham mentindo. Pior que ganham! Quanta injustiça, muitas histórias mal contadas. Quantas visões parciais. Procurei ser íntegra, sensata, tive zelo, fiquei na minha pra não prejudicar ninguém, mas não acho justo que me prejudiquem.
Quando falar de alguém, não seja covarde de não contar os fatos da maneira que você deseja que tivessem ocorrido, apenas porque uma pessoa não está mais presente pra se defender. Reflita internamente e perceba os seus erros em vez de aprontar o dos outros.
Eu tinha tantas coisas melhores e com vibrações mais positivas pra falar, que andavam há tempos na minha cabeça, que eu desejava escrever aqui, mas hoje, depois de muito tempo sem saber de nada, me deparei com isso. A injustiça, a inveja, a energia de quem só consegue viver num mundo de fantasias, mentindo para si e para todos em volta.
As vezes me dá vontade de não ter dignidade, não ser imparcial, não ser tão justa e correta, me dá vontade de cuspir verdades que machucam, verdades pra atacar mesmo e pra me defender das mentiras que falam por aí, pois às vezes eu penso que meu orgulho está sendo ferido, mas sempre percebo, e graças a Deus, à tempo, que o meu caminho tem sido melhor e que não vale à pena colaborar com este outro mundo sujo o qual não pertenço. Eu não estou perdendo meu orgulho abrindo mão de me defender e mostrar pro mundo a outra face, estou apenas me poupando de lidar com pessoas que não são merecedores da minha consideração.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Apaixonada
Sim, sou. Por que não expor? Outro dia eu mesma falei que as reflexões verdadeiras a gente guarda pra gente mesmo, mas isso não é uma reflexão e sim uma constatação. Intensamente eu vivo cada dia, mais um dia, mais um sorriso, mais palavras mal ditas e bem ditas, mais histórias, mais sentimentos, mais desejos, mais abraços, mais beijos, mais vontade! Muito mais vontade. Amanhã eu quero mais do que quis hoje e assim tem continuado sempre. Todo dia eu penso – estou apaixonada? Eu me qüestiono, e às vezes, até reluto, mas já era, eu já me entreguei.
Eu confesso que não sabia como era sentir desta forma, me entregar de verdade, por isso, agora sim eu sinto, porque sinto sem medo. Achava que o proibido, o não correspondido ou o errado, de alguma forma, fosse mais interessante, mas me enganaram e eu me enganei algum dia. Tem sido tão perfeito que chega a ser quase pleno. Sinto-me uma Vinícius de Moraes, pela rua, cantando como a vida é bela. E não é. A vida não é bela o tempo todo, mas minha paixonite aguda tem me feito achar que sim. E tem coisa melhor? Às vezes tenho medo de acordar.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Duas saladas e a conta, por favor!
Estava dominada pelo sentimento que eu assumo que tenho, que é ruim, que me envergonho de ter, mas que confesso, às vezes, ele domina a minha cabecinha. Então fui almoçar sozinha e tentar focar no prato, no caminho, no sol que perturbava a minha vista e o meu corpo.
No restaurante de comidas naturais, freqüentado por pessoas atarefadas que utilizam a hora do almoço para demonstrar saúde apesar de vestirem terno, por japoneses que lidam com aquela comida com mais naturalidade do que nós e por velhinhos preocupados com o colesterol, mas eu também adoro aquele restaurante, não pela dieta, mas pelo paladar de comida da vovó. Escolhi as saladas e o peixe, procurei um lugar pra sentar e já entrei de mau humor, pois afinal, era um restaurante em hora de almoço, e quando estamos sozinhos, as pessoas carentes de atenção podem utilizar a bela desculpa de que o lugar está lotado e sentar ao seu lado. Tinha uma mesa de dois lugares vazia, entrei e logo um moço veio e retirou a bandeja que sobrava no lugar à minha frente, enquanto este levava a bandeja, outro guardou o mesmo lugar com um suco, pegou seu prato e voltou rápido. O que uma aquariana justiceira como eu normalmente faria? “Moço, o rapaz ali retirou a bandeja primeiro para que ele pudesse sentar”. Mas não, eu estava de saco cheio até de mim, não queria ter que falar, muito menos explicar, então fingi que não vi e fiquei me sentindo uma igual a todos no mundo que assistem injustiça e não fazem nada. Mas enfim, também não era pra dramatizar, era apenas um lugar pra comer. Só fiquei pensando que agora eu teria que almoçar com uma pessoa que eu não conheço sentada de frente pra mim. Comi olhando pra comida, percebi que trouxeram um strudel de maçã de sobremesa para o moço que sentava a frente então fiquei intrigada com duas coisas que não fariam a menor diferença na minha vida, mas que no momento, como tudo me incomodava, aquilo pesou. Em primeiro, se ele já estava na sobremesa, significa que trocou de mesa depois da refeição principal e em segundo, eu amo a droga daquele strudel de maçã daquele restaurante, mas saio de lá todos os dias sem comer, me sentindo vitoriosa por ter resistido e o cara vem comer bem na minha frente, num dia em que estou muito prestes a chutar o pau da barraca? Eu sei, eu sei que isso parece uma revolta de patricinha, daquelas que vivem pensando em dieta e em como cuidar do corpo e quando querem extravasar, elas comem um bombom. Não, não sou assim, eu como chocolates, bolos, bebo cervejas, como churrascos, mas faço isso geralmente dois dias por semana e tento reservar os outros dias para uma alimentação mais saudável, mas na verdade eu também gosto de comer coisas saudáveis, portanto, não é nenhum sacrifício para mim, mas naquele dia, quinta-feira, véspera da perdição alcoólica, eu estava prestes a descumprir o trato comigo mesma juntando as pessoas que me irritavam na rua, com o meu estado de humor. Quando o moço levantou da mesa, o rapaz da outra mesa ficou tentando pescar olhares e levantou na mesma hora que levantei pra pagar a conta, o que me fez voltar pra mesa e não querer mais pensar em nada que não fosse ter um prazer imediato, não medir conseqüências e demonstrar minha revolta para o mundo, pedindo à garçonete o meu strudel de maçã.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
É FÁCIL AJUDAR
Amigos,
No fim do ano passado, eu já havia feito uma limpa no meu armário, mas resolvi fazer outra agora, porque a gente sempre acha uma roupa que está guardada há séculos e que a gente não joga fora achando que um dia vai usar, mas acaba nunca usando.
Esta é uma boa oportunidade pra gente parar e pensar que existem pessoas que realmente precisam de uma roupa pra vestir, então podemos treinar o desapego, ser solidários e ainda deixar nossos armários com mais espaço!
Além de roupas, também é importante doar alimentos (de pronto consumo, é importante ressaltar), utensílios de higiene, de limpeza, remédios, calçados, roupas de cama e banho, enfim, o que puder.
Minha prima fará um trabalho voluntário nesta quarta-feira, dia 19/01, indo na casa das pessoas para buscar as doações, e quinta-feira, ela irá até Teresópolis levar as doações.
Se quiserem entrar em contato com ela - mari.unirio@gmail.com e 7894-6109.
Vamos ajudar! Assim é fácil, nem dá pra dar aquela desculpa de que não teve tempo!
Assinar:
Postagens (Atom)







