Livro de Daniel Souza
Gados domados não vão à igreja
“Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra
viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas
de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem
uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam,
como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como
aranhas através das estrelas.” Jack Kerouac
Esse livro tem algumas funções pré-definidas : um porta copo,
peso de papel, algo pra se jogar em alguém ou o que sua
imaginação permitir. Os textos a seguir foram gerados em
momentos de tédio, ira e inquietude. Porque na verdade é a
indignação que (re)move montanhas, tira os bispos do ar e
faz desligar a TV.
“...tem uma porção de coisas que eu gostaria de
fazer...depois, eu transformaria os museus. Não existe nada
mais deprimente ou tão fedorento quanto um museu. Eu
instalaria, no mínimo, um bar em cada andar. só isso pagaria
todos os salários...” Charles Bukovski
www.papodedanibar.blogspot.com
Solicite o seu exemplar via e-mail - dsouzadanibar@hotmail.com - por apenas R$ 10,00.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
para você
Só Tinha De Ser Com Você - Elis Regina
Composição: Tom Jobim / Aloysio de Oliveira
É,
Só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você.
É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê,
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim
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Composição: Tom Jobim / Aloysio de Oliveira
É,
Só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você.
É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê,
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Honra ao mérito

“Honra, honor ou honradez é a avaliação do procedimento de uma pessoa e estado social baseado nas adoções daquele indivíduo e ações. O oposto de honra é a desonra (ou opróbrio).”
SE VOCÊ DESEJA SER UMA PESSOA HONRADA, LEMBRE-SE DE QUE PARA CONQUISTAR A SUA, VOCÊ PRECISA:
1º - Saber os critérios de quem te avalia
A partir daí é que podemos começar uma conversa. Ah! Sim, que bom, estes critérios a princípios, parecem iguais aos seus? Legal! Vamos lá então..
2º - Nunca, jamais, em hipótese alguma, você pode se comportar de maneira contrária aos critérios que você e os que te “avaliam” definiram (se você for a vítima, diga “julgam” pra fazer drama).
Viu? É simples, temos apenas dois mandamentos, porém.. Ops! Você ERROU???????? Isto é imperdoável!!!!
Olá, boa tarde, vim aqui para dizer que existem critérios. Sim, eles devem existir. Você acha chato ser julgado? Eu também, mas a gente julga, porque se a gente não julgar, significa que a gente não tem opinião formada. Se você tiver uma opinião formada, você vai julgar, e ninguém aqui está falando de julgamento certo e de julgamento errado, ok? Este é o detalhe que poucas pessoas alcançam!
Ela disse que depende do ponto de vista, que tudo depende, nada é 100% sim e 100% não. Será?
Não sei o que ela acha, mas apesar de entendê-la eu tenho uma opinião formada assim como você também tem.
Se pisarem no calo dela, vai doer. Se roubarem, ela grita – “ladrão!”. Se andarem pelado na rua, ela se assusta, nem que seja apenas no primeiro instante. Você também faria isso? Acho que sim, e deve ser porque somos criados numa sociedade em que os valores tentam ser os mesmos em toda parte. Realmente não conseguem ser, mas eu disse “tentam” e a maioria tem sim os mesmos valores e princípios, ou fingem ter, mas aí é outra história.
Portanto, se você quer fazer algo diferente do que está pré-estabelecido como correto, se você alguma vez pensar em não ter uma atitude honrada, faça muito bem escondido, suma e nunca mais apareça se não quiser se “avaliado” ou “julgado” (fica a seu critério) ou arque com todas as conseqüências e julgamentos entre as pessoas que você convive, pois se fosse o contrário, aposto que você faria o mesmo com elas.
E enquanto tudo isso acontece, eu te faço sofrer pra te dar inspiração. Será?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
DESAFIOS pra que?

Espremer as mãos num desespero impotente
Enquanto durante o primeiro ano que passei na prisão, nada mais fiz, e lembro-me de não ter feito mais nada senão espremer as mãos num desespero impotente e dizer “Que fim! que horrível fim!”, agora procuro dizer a mim próprio, e às vezes, quando não estou a torturar-me, consigo realmente dizer-mo com sinceridade: “Que começo! que maravilhoso começo!”
(Oscar Wilde, in De Profundis)
Pois é, hoje me vi assim, no fundo de um poço, sendo esmagada, e pensei no fim, e logo depois repensei, mais uma vez o fim? Cheguei a conclusão de que não existe fim enquanto ainda houverem idéias.
Pois bem, estou obviamente numa situação desesperadora, em que o ser humano se vê diante dos seus instintos reais, não consegue disfarçar, nem conviver em sociedade, vira bicho, reage, grita quando sente dor, chora quando está triste, ri de desespero, ama profundamente, no frio, congela e no calor, se queima. O que é isso? É dor, tudo dói. Não há meio termo, o corpo está exposto às sensações extremas. As agulhas estão apontadas em volta de todo o meu corpo, se eu fizer qualquer movimento mal calculado, elas podem entrar por todos os lados. Merda! Acho que algumas já entraram...
Quando eu sair dessa eu quero pensar o mesmo que já pensei quando sai de outras. O mesmo que Oscar Wilde quando já estava fora da prisão, quero pensar que será apenas um novo começo. Porque desta vez achei que tivesse chegado ao fim, achei que a velhice que todos temem já estava me afrontando, que a injustiça prevaleceria e que eu não teria recompensa nenhuma, achei até que as forças dentro de mim já estavam esgotadas. Apenas achei. Ainda bem que às vezes eu acho muitas coisas erradas, como dizem por aí, são apenas “achismos” meus.
No desespero, eu digo, eu sei, não copiei isso de ninguém, eu vivi isso, eu sobrevivi à isso por muitas vezes. No desespero a gente cresce! A gente não tem idéias porque quer, a gente tem quando precisa. Eu estou precisando, eu estou, mais uma vez, reagindo à vida. Eu já não sou mais tão forte quanto das outras vezes, porque antes eu queria provar que venceria. Agora eu sei que venço, mas sei que canso também, e avalio se “vencer” é o mesmo “vencer” que me ensinaram.
Por fim, eu nem queria vencer, já venci, já perdi, já fui lá no alto e voltei aqui pra baixo, agora eu só peço pra me deixarem viver, porque hoje eu gosto de acordar desejando um doce, e meu prazer é saboreá-lo após o almoço, e isso pra mim é a vida. Imagine jogar uma folha no chão, igual criança, pra ver como o vento faz ela balançar até cair, se conhecer de forma simples é isso, testar os meus limites e não os do mundo. Quero descobrir e viver coisas simples, só isso. Não desejo mais do que já existe pra mim. Me deixem viver assim.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Sobrevivendo ao desafio da vida

A vida vai muito além disso, muito além do que você já viu ou acha que viu. E provavelmente você não conseguirá me entender se não tiver vivido um mínimo de coisas necessárias. Não se contente com a foto da revista, com o conto do livro e muito menos, com o que as pessoas dizem que são. Desconfie do mundo, tenha curiosidade para descobrir tudo sozinho, porque é assim que se aprende de verdade. Largue esta porra de mundinho bitolado e vá viver suas próprias experiências, em vez de ficar sentado aí achando que aprende olhando os outros. Invente e viva sua própria história, pois até neste meio bitolado em que você vive, só quem sobressai são os mais corajosos, que também vivem algo diferente do mundo de “vocês”. A história do poeta fracassado é muito bonita, mas nem ele imaginou o que ele passaria por causa das suas convicções infantis e românticas. Nem ele estaria na pele dele se ele soubesse o seu destino. Não adianta, não acredito se você disser que sim, que você também faria o mesmo que ele, é mentira, você não pode provar isso, logo você, que não consegue aceitar nem coisas simples que te rodeiam, que dirá enfrentar realidades mais cruéis. Não quero ouvir falar, quero ver fazer, me prove desta forma apenas. Eu te desafio! Bem vindo ao mundo real, onde não existem cobertores quando está frio, nem comida, quando se tem fome, nem abraço, quando se está carente. Aprenda a sobreviver agora!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
segunda cinza
tempo feio. muita coca e o cinzeiro cheio. pouco trabalho. quem se importa? apenas eu. merda! volto pra rotina sem otimismo. casa, trabalho, supermercado, lavanderia, contas, telefonemas, notícias da família e programações de futuro. amanhã tem festa, o que não resolve nada, apenas adia meu péssimo humor pra semana que vem. a preocupação vai continuar. espero que essa vibe passe, que mude. essa não sou eu, apenas estou assim, são momentos e espero que acabem logo, apesar de que o mau humor vai consumindo e a irritação só cresce. enquanto isso,vou alimentando a falta de paciência.
mas sim, de resto, vou bem!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Eu x Eu

Meu eu criança perguntou pro meu eu atual:
- Porque você mudou tanto? Porque adquiriu hábitos estranhos?
Meu eu atual respondeu:
- Eu já tinha insônia quando eu era você, então imagine depois, apenas piorei, e se você visse tudo o que eu tive oportunidade de ver desde que nos afastamos, acho que você me entenderia.
Como disse Coco Chanel, "Eu já não sou o que era, devo ser o que me tornei".
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